Vela feminina do Brasil pode conquistar mais uma medalha nesta madrugada

A Equipe Brasileira de Vela pode alcançar em Tóquio o melhor resultado de sua história entre as mulheres, às 3h33 desta quarta-feira (4).

Primeira medalhista olímpica do Brasil na modalidade, Fernanda Oliveira vai para a medal race da 470 feminina em busca de mais um pódio, agora ao lado de Ana Barbachan. As duas tiveram um oitavo lugar na nona regata e venceram a última prova antes da decisão, nesta terça (3), e subiram para o quinto lugar na classificação geral.

A decisão terá transmissão ao vivo e flashs na programação de Sportv, Globo e BandSports. O canal do Youtube Regras.com também fará os comentários com tracking atualizado. A medal race vale pontos dobrados para as dez melhores duplas classificadas.

A disputa da 470 feminina está bem acirrada. Fernanda Oliveira e Ana Barbachan estão a 16 pontos de distância das terceiras colocadas, as polonesas Agnieszka Skrzypulec e Jolanta Ogar. Precisam velejar bem, torcer para um quarto ou quinto lugar da Polônia, e ganhar distância das duplas suíça, em sexto lugar com a mesma pontuação, e japonesa, em sétimo lugar.

“O resultado das meninas da 470 acabou ofuscado pelo bicampeonato da Martine e da Kahena, ontem, na 49erFX. Mas elas fizeram uma bela regata, deram emoção ao esporte brasileiro. Entram na medal race com chances matemáticas de bronze, e até de prata, esta um pouco mais difícil”, destaca Hugo Mósca, diretor da Confederação Brasileira de Vela.

Fernanda Oliveira já conquistou um bronze em Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, na classe 470 com Isabel Swan.

Feito histórico da vela feminina do Brasil

Na madrugada desta terça-feira, Martine Grael e Kahena Kunze confirmaram o favoritismo e conquistaram o bicampeonato da classe 49erFX, na Baía de Enoshima. Com o resultado, tornaram-se as únicas brasileiras fora do vôlei com duas medalhas de ouro. O vôlei feminino do Brasil foi campeão nos Jogos de Pequim 2008 e Londres 2012. E ajudaram a desenhar o melhor desempenho das mulheres na modalidade no País.

Na Nacra 17, Gabriela Nicolino também foi para a medal race ao lado de Samuel Albrecht, nesta madrugada. A dupla terminou em décimo lugar, e ficou com a décima colocação gera.

“Trouxemos sete homens e seis mulheres para Tóquio. E todas as mulheres disputaram a medal race, sendo duas medalhistas e outras duas ainda com chance de medalha – um resultado histórico para a Vela feminina, que, esperamos, inspire outras meninas a praticar o esporte.

Além do ouro na 49erFX, a chance de bronze na 470 e o resultado na Nacra 17, Patrícia Freitas também foi para a medal race na RS:X. “Todas as mulheres da vela brasileira são um exemplo de esforço e superação. Esse esporte sempre foi muito machista, está mudando um pouco agora. O desempenho delas é resultado de um trabalho bem feito em todo o ciclo olímpico das mulheres”, reforça Hugo Mósca.

Despedida na 470 masculina

A dupla da classe 470 masculina, Henrique Haddad e Bruno Bethlem, encerrou sua participação nos Jogos de Tóquio nesta madrugada. Com um 16º e um 15º lugares nas últimas regatas antes da decisão, os dois terminaram na 16ª posição e não vão para a medal race.

Resultados oficiais

https://tokyo2020.sailing.org/results-centre/

SOBRE A CBVELA

A Confederação Brasileira de Vela (CBVela) é a representante oficial da vela esportiva do país nos âmbitos nacional e internacional. É filiada à Federação Internacional de Vela (World Sailing) e ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

Tem o Bradesco como patrocinador oficial, e o Grupo Energisa como parceiro oficial e patrocinador da Vela Jovem. A vela é a modalidade com o maior número de medalhas de ouro olímpicas na história do esporte do Brasil: sete. Ao todo, os velejadores brasileiros já conquistaram 18 medalhas em Jogos Olímpicos.