“Continuaremos evoluindo”, diz Lewis Hamilton após hexacampeonato

Lewis Hamilton desempatou em títulos com Juan
Manuel Fangio para se juntar a Michael Schumacher como os dois pilotos mais
vitoriosos da história da F1.

Em uma campanha que viu o britânico lutar por cada
centímetro pelo caminho das vitórias, recusando-se a pensar apenas em pontos
para o campeonato, foi justo que Hamilton conquistasse um quinto título em seis
anos com outra ótima performance em Austin, mesmo sendo com o segundo lugar no
Grande Prêmio dos EUA, atrás do companheiro de equipe e rival Valtteri Bottas.

“Honestamente. No momento, é difícil entender
o que estou sentindo. Naturalmente, é pura felicidade”.

“Ano mais difícil que me lembro”, disse
Hamilton, e sem dúvidas seus resultados e provas desta temporada confirmam isso,
porém mostrou o quanto ele tem talento e pode ser considerado um dos melhores
de todos os tempos.

Com 34 anos de idade o inglês se preparou para
defender o título, porém venceu sete das dez primeiras corridas da temporada
mostrando que estava em outro nível.

A Ferrari, que era esperada para se destacar
durante o ano, sempre estava próxima, mas após as férias mostrou ótimo
rendimento com as atualizações, algo que a Mercedes precisou neutralizar e fez
Hamilton quanto Bottas estarem sempre entre os primeiros para manter o título
de construtores e pilotos ao seu alcance, e agora faltando duas provas já
conquistou tudo.

Mas se ele fez parecer fácil, Hamilton admitiu que
tinha sido tudo menos isso. “Este foi o ano mais difícil. É realmente difícil
para as pessoas provavelmente entenderem isso porque elas não estão comigo o
tempo todo e esquecem dos altos e baixos que acontecem na mente dos atletas”.

“Mas tem sido tão desafiador trabalhar com a
equipe, o lado positivo das coisas, o lado saudável das coisas, as viagens que
estamos fazendo, os altos e baixos que estamos enfrentando. Eu diria mais, os
altos e baixos fora do esporte têm sido ainda mais desafiadores”.

2019 é a sétima temporada de Hamilton com a
Mercedes, a equipe que o levou a cinco de seus seis títulos. Sem surpresa,
Hamilton reservou elogios especiais para eles, assim como o amigo e ex-colega
Niki Lauda.

“Estou muito, muito grato a todos que estão ao
redor da fábrica, a todos que me apoiaram este ano na equipe, que trabalharam
tanto para nos permitir fazer o que fazemos”, disse Hamilton

“É um privilégio e uma honra trabalhar para essa
equipe”.

“Eu sinto muita falta de Niki, sei que hoje
ele tiraria o boné. Ontem ele estaria dizendo que estava me pagando muito
(risos), mas hoje ele teria tirado o boné. Eu não teria sido capaz de fazer
isso sem Niki, então ele está aqui conosco em espírito”.

Inevitavelmente perguntaremos se Hamilton pode
igualar os sete títulos mundiais de Schumacher, um recorde que quando estabelecido
em 2004, muitos pensavam não ser alcançado.

Quinze anos depois, Hamilton colocou-se ao alcance
desse marco. E com suas habilidades, poucos apostariam de que ela não irá
tentar fazer história em 2020.

“Não conheço campeonatos, mas como atleta me sinto no melhor momento possível. Estou pronto para a próxima corrida, as próximas corridas que não vamos desistir, continuaremos evoluindo”.

Foto: Mercedes AMG F1