Red Bull Air Race tem título decidido por apenas 0s304 no Texas

Martin Šonka tornou-se campeão mundial pela primeira vez na carreira, depois de vencer metade das corridas da temporada 2018.

O Red Bull Air Race consagraria um novo campeão em 2018. Os três candidatos ao troféu – apesar de muito experientes – jamais haviam alcançado esta conquista. E o suspense permaneceu no ar até os últimos instantes da etapa decisiva, disputada neste domingo, 18, sobre o Texas Motor Speedway, um dos famosos circuitos ovais norte-americanos.

O australiano Matt Hall foi o penúltimo piloto a voar, registrando um tempo de 53s100, o mais rápido da fase final (Final 4) até então. Se vencesse a prova, Hall encerraria a longa espera de dez anos por um título no Red Bull Air Race (ele estreou em 2009 e foi duas vezes vice-campeão). Mas naquela altura, só restava a ele observar.

O tcheco Martin Šonka decolou tendo toda a pressão sobre as asas do Zivko Edge 540 V3 que pilotava. Porém, conseguiu manter a frieza que lhe permitiu alcançar a marca de 52s796. Ou seja: 0s304 abaixo do tempo estabelecido pouco antes por Hall. Diferença pequena para os padrões da corrida aérea – e o suficiente para fazer Šonka campeão do mundo.

Em retrospectiva, um resultado mais do que merecido. Faltou regularidade ao longo do ano, é fato, mas Šonka venceu quatro das oito etapas disputadas, o dobro de seus concorrentes ao título. E teve o mérito de eliminar o norte-americano Michael Goulian, que chegou ao Texas como líder do campeonato, no ‘mano a mano’ da fase semifinal (Round of 8).

Šonka tem 40 anos de idade e é um ex-piloto da força aérea tcheca. Chegou ao Red Bull Air Race por meio de uma seletiva disputada no final de 2009. Entre os melhores do mundo, levou tempo para amadurecer. As primeiras vitórias demoraram a chegar e vieram somente no ano passado, quando ficou com o vice-campeonato. Mas parece que o tempo fez bem a ele.

Valeu a pena esperar pelo melhor de Martin Šonka. “Para o voo final de hoje, eu consegui deixar minha cabeça tranquila. Eu sabia que o Matt tinha feito um supertempo e que por isso eu teria de buscar o limite e voar perfeitamente pra não cometer erros ou sofrer punições. E eu consegui, não é?”, disso o piloto tcheco.

Conseguiu, sim, Martin.

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Texto: Assessoria
Foto: Divulgação


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